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Sobre

Bio

João Matheus da Silva (2000), é Artista Visual natural de Lages/SC, mas que viveu em Otacílio Costa/SC até que se mudou para Florianópolis/SC onde vive e trabalha desde 2022. Formado no Bacharelado em Artes Visuais pela UDESC/CEART, teve a oportunidade de ser bolsista de pesquisa e extensão durante três anos orientado pela Prof.ª Titular. Dr.ª Jociele Lampert, no Estúdio de Pintura Apotheke. Tem sua investigação e produção pictórica desde 2021 e vem participando regularmente de exposições em espaços institucionais, assim como de feiras de Arte nos últimos anos, compondo também coleções dentro e fora de seu estado, Santa Catarina, assim como fora do Brasil.

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Meu trabalho se dá a partir de uma relação intrínseca com a tradição da pintura. Isso pode ser visto pela forma como os trabalhos se materializam, no que diz respeito aos suportes (tela, madeira e papel), assim como pela exploração dos gêneros tradicionais da pintura (retrato, paisagem, natureza morta e pintura de gênero) enquanto estruturas herdadas das quais me aproprio e crio deslocamentos. 
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Todavia, apesar dessa relação com a tradição, não me encerro nela.
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Tendo como influência artistas nos quais vejo exemplos históricos de como uma linguagem herdada pode continuar sendo transformada a partir de condições individuais, busco dar continuidade a essa linguagem a partir das minhas próprias condições. Nesse processo, a produção e a manipulação de imagens constituem uma maneira de experienciar o mundo: olhar, selecionar, enquadrar, pintar, transformar e experimentar imagens. Ações que realizo tendo como horizonte a densa e complexa história da pintura e da criação de imagens.
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Mais do que buscar criar algo que seja novo e disruptivo, ou imaginar que é em mim que algo começa, busco entrar conscientemente nessa história, lidando e dialogando com aquilo que já foi feito.
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Minha busca é caminhar no limite do que conheço, a passos largos para o que desconheço. Em outras palavras, ao mergulhar na linguagem da pintura com a intenção de dar continuidade a essa prática, mas fazendo-a à minha maneira e a partir das minhas condições, sou levado a um horizonte de dúvidas, questões e mistérios. Isso também se desdobra na tentativa de deslocar os limites dos gêneros da pintura, gerando um movimento de experimentações técnicas e procedimentais. Enquanto linguagem que permite uma maneira singular de produzir imagens, a pintura se torna um modo para produzir conhecimento sobre o que eu não sei, tanto a respeito dela mesma quanto da minha relação com a vida e o mundo.

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